Vamos conversar...

Tudo nesta vida tem conserto muitas vezes só precisamos desabafar, ter alguém que nos ouça ou até mesmo mostre uma luz para clarear nossas decisões.
Resolvi criar este espaço porque sei que muitas pessoas utilizam a internet para fazer amizades e poderem conversar.
Estou aqui para ajudá-los, espero que possamos trocar experiências e juntos melhorar nossos pensamentos e atitudes diante da vida e do próximo.
Espero que gostem de interagir neste espaço criado com carinho para nós!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Lenda do Amor


Era uma vez o amor...

O amor morava numa casa assoalhada de estrelas
E toda enfeitada de sóis.
Mas não havia luz na casa do amor,
Porque a luz era o próprio Amor.
E uma vez o Amor queria uma casa mais linda para si.
Que estranha mania essa do amor!
E fez a terra,
E na terra fez a carne, e na carne soprou a vida,
E na vida imprimiu a imagem da sua semelhança.
E a chamou de homem.
E, dentro do peito do homem, o amor construiu sua casa,
Pequenina, mas palpitante,
Inquieta e insatisfeita como o próprio Amor.
E o Amor foi morar no coração do homem
E coube todinho lá dentro
Porque o coração do homem foi feito para o infinito.
Uma vez... homem ficou com inveja do amor.
Queria para si a casa do Amor, só para si.
Queria para si a felicidade do Amor,
Como se o Amor pudesse viver só.
E o homem sentiu a fome torturante e comeu!...
O Amor foi-se embora do coração do homem.
O homem começou a encher seu coração:
Encheu-o com as riquezas da terra e ainda ficou vazio.
E o homem, triste, derramou suor para ganhar a comida.
Ele sempre tinha fome e continuava com o coração vazio.
E uma vez... resolveu repartir o seu coração inútil
Com as criaturas da terra.
O Amor soube... vestiu-se de carne
E veio também receber o coração do homem.
Mas o homem reconheceu o Amor e o pregou numa Cruz.
E continuou a derramar o suor para ganhar a comida.
O amor então teve uma idéia:
Vestiu-se de comida, disfarçou-se de pão e ficou quietinho.
Quando o homem faminto ingeriu a comida,
O Amor voltou a sua casa, no coração do homem.
E o coração do homem se encheu de plenitude.

Cônego Ápio Pais Campos Costa

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Como está a sua auto estima?

Parábola do espelho... (Anônimo) 








Era uma vez um espelho que após ser utilizado por bastante tempo, foi encostado num canto de um quarto de despejo... Já fazia muito tempo que ele estava lá, sozinho, empoeirado e sem utilidade. Esta situação provocava nele umenfraquecimento na sua auto-estima e identidade. Até, por vezes, se perguntava: Quem sou eu? Por que existo? Qual a minha fisionomia? Para quem vivo? E estas perguntas fundamentais não obtinham respostas.
Certo dia, uma pequena criança entrou naquele quarto de objetos encostados... Corria de lá para cá e sua curiosidade a levava a mexer em tudo o que encontrava naquele quarto de despejo. O espelho percebendo esta movimentação, esta quebra do silêncio rotineiro, sentiu uma vibração interiore, após saboreá-la, a identificou como sentimento de presença. Começou a perceber que em si algo renascia...
A criança, com a vivacidade que lhe é própria, remexia em tudo e se aproximava cada vez mais do esconderijo do espelho. O espelho, por sua vez, sentia-se cada vez mais, próximo de alguém. E esta realidade estava sendo muito boa para ele.
- O que está se passando comigo? perguntava o espelho, esta presença está me devolvendo emoções perdidas e outras nunca vivenciadas... Sinto acordar em mim: vida, sentimentos, memória...
O espelho se recuperava bem devagar desses sentimentos quando, finalmente,foi tocado pela criança.
A criança estava ali, agarrada ao espelho, curtindo, entre risos e admiração, sua face refletida nele. Olhava-se de todos os ângulos, fazia caretas, dava gargalhadas, abria os olhos, movimentava-se com liberdade.
Atônito, feliz, surpreso, o espelho que já renascia ao perceber apenas a presença de alguém, agora sentia a certeza, o gozo e o compromisso de se ter reencontrado.

Moral da história: a vida renasce sempre que nos aproximamos de alguém.

Recomeçar do Zero



Você já quis ter uma borracha especial para apagar algo que fez, que aconteceu, algo que doeu tão fundo ou teve conseqüências tão graves que você daria tudo para voltar atrás e recomeçar?

Há muitos que dariam tudo na vida para recomeçar do zero, ter uma nova oportunidade para agir diferente, tomar outras decisões, fazer diferentes escolhas. E eu sei que muita gente já recomeçou uma nova vida, já deu uma volta importante que fez com que os caminhos mudassem de direção e isso sempre é possível.

Mas não é possível recomeçar do zero. Recomeçar do zero não existe! Não existe fingir que não houve um passado e não estar ligado a ele de alguma forma. Não existe zerar o coração, nem as emoções, mesmo se passássemos nosso tempo voltando os ponteiros do relógio.

A verdade é que se pudéssemos recomeçar do zero, numa amnésia existencial, cometeríamos erros novamente, choraríamos de novo... porque não traríamos conosco essa carga de experiência que carregamos hoje, que às vezes até pesa, mas é nossa e isso não podemos negar, nem renunciar.

E é melhor assim: acreditar que tudo o que fizemos valeu de alguma forma. Erramos? Sim, e daí? Aquilo que reconhecemos como erro não faremos novamente e cada vez que tropeçamos e aprendemos com isso, colocamos algo mais na nossa bagagem da vida.

Lamentar por algo que não se teve? Que perda de tempo! As lamentações pelo que não fizemos não acrescenta nada na nossa vida. Precisamos viver de coisas concretas, do que realizamos, do que tivemos, mesmo se as perdemos.

Quem nos julga deveria julgar-se primeiro.

Ninguém é de todo bom e de todo mal. Não existem pessoas melhores que as outras, apenas as que ainda querem aprender e as que já perderam a esperança. Quem não chora por fora, chora por dentro, a diferença é que nesse caso ninguém percebe.

É possível recomeçar a vida, com novas ambições, fazer do velho, o novo e com uma grande vantagem: dessa vez existirão os parâmetros de comparação, as chances serão maiores de tomar decisões acertadas.

Então, acredite: tudo o que você viveu até agora valeu a pena porque é dessa vivência que você tira seu aprendizado.

Se você tem 30, 50 ou 80 anos, você pode fazer sua vida diferente ainda, você pode olhar o mundo com olhos novos.

Deus não condena ninguém. São as pessoas mesmas que condenam-se quando cruzam os braços, imobilizam as pernas e colocam uma venda nos olhos.

A vida continua, mesmo se muitos desistem. E ela é muito mais rica para aqueles que abrem os braços ao futuro, dão as mãos ao passado e recomeçam. Essas pessoas jamais sentirão-se sozinhas.







(Letícia Thompson)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Simplicidade do amor...



Interessante como o amor verdadeiro e simples...
Traz algo diferente que mexe com a gente...
Tipo, um beijo, "eu te amo" quando acordamos. 
Recadinho na lousa e uma rosa junto à xícara do café da manhã.


Um sorriso nos lábios e um brilho no olhar...
Fazem com que o frio na barriga aconteça...
Tal qual a apenas...36 anos de convivência...
Com amor, respeito, cumplicidade, dedicação e alegria!


Nosso namoro começou já fazem apenas 40 anos...
Trilhando todos, lado a lado, sempre de mãos dadas,
Passando e vivendo de tudo, firmes e confiantes...
Com a certeza que Deus sempre nos assistia.


Por isso, sempre achamos, que não são tantos anos...
Parece que foi ontem que tudo começou...
Impossível, pois hoje temos em nossa vida...
Filhas, genros,neto e muitos amigos,
Partilhando nossa alegria!


Deus nunca deixou esquecermos
Que o nosso amor Ele abençoou...
E por isso acreditou que seria...
Para uma vida inteira de muita alegria!


Todas a vezes fui surpreendida
Com pequenos gestos de carinho.
Todos os dias agradeço ao bom Deus, 
Por  este lindo presente...Paulo, amor da minha vida!


Os paralelepípedos que encontramos...
No decurso destes anos...
Tornaram-se finos grãos de areia...pois,
Nossa vida sempre teve a presença da Virgem Maria!


(autoria: Dorinha Ribeiro)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Bodas de Cedro...



Amor...36 anos de casados...
                       " Bodas de Cedro




                                           
                                                        Casamento  22/ novembro/ 1975
                                                               
                                                      Bodas de Prata 22 / novembro / 2000
2011 - 36 anos de Amor 

Que o amor continue tão intenso...
Que a rotina somente nos aproxime.
Que estar lado a lado, sejam bênçãos... 
Sempre presentes em nossas vidas!

Que nosso amor seja muito forte...
Para que cada dia apague uma agonia.
Que saiba navegar no amor de Deus...
Quando, apresentar a ventania!




Sejamos sempre um...
E que um possamos ser sempre dois...
Para as alegrias destes 36 anos... 
Perpetuarem em testemunhos.

Sejamos para nossas filhas, 
 Lembrança de muito amor, respeito, 
Cumplicidade e carinho.
Que os espinhos que enfrentamos...
Tragam a certeza que deixaram sempre...
Uma rosa no final do caminho.



Que nossa família seja eternamente abençoada
Pelo infinito amor de Maria!

                                          Te amo!
                                                                                  ( Dorinha Ribeiro)







Deus examina o coração...


TESTEMUNHO DE UMA BORDADEIRA...
 


"O Senhor disse a Samuel: Não é como os homens vêem que Deus vê, pois o homem vê a aparência; o Senhor, porém, vê o coração..." (I Sam 16, 7)


Nunca me esqueci de uma aula de bordado dos tempos de menina. Eu havia passado o tempo todo bordando uma flor. Quando a professora passou olhando nossos trabalhos, eu estava certa de que ela iria admirar o meu. Em vez disso,ela virou meu bordado de cabeça pra baixo e sacudiu a cabeça.

Em minha ansiedade por impressionar com a parte que seria vista, eu havia dado pouca atenção ao avesso, a parte escondida. Desse modo, minha professora viu os nos grosseiros, os arremates mal feitos, as pontas soltas. Para meu desespero ela me fez desmanchar a flor e bordá-la novamente. Mas que lição valiosa aprendi!
Quantas vezes tenho tentado impressionar pela boa aparência e comportamento exterior! Tudo que parecer em ordem na superfície, mas não me lembro de queDeus vê as partes escondidas e não se deixa enganar.
Deus examina meu coração e conhece meus motivos interiores. Deus começa por dentro, do fundo do meu coração, por onde não posso ver, e me renova totalmente.

Moral da história: Deus examina meu coração e vê o que se encontra ali escondido.




Compartilhado... Pe. J. Ramón F. de la Cigoña sj

A árvore dos Desejos...


Uma vez um homem estava viajando e, acidentalmente, entrou no Paraíso. No conceito indiano de Paraíso, existem árvores-dos-desejos. Como? Fácil: Você simplesmente senta debaixo da árvore-do-desejo, anseia qualquer coisa e imediatamente seu desejo é realizadoNão há intervalo entre o desejo e sua realização.

Pois bem, este homem cansado, pegou no sono sob a árvore-dos-desejos e quando despertou, sentiu muita fome. Então pensouEstou com muita fome!... Desejaria comer!... Imediatamente apareceu comida diante dele, simplesmente uma deliciosa comida. Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde a comida viera. Quando se está com fome, não se fazem muitas perguntas... Começou a comer, imediatamente. A comida era realmente deliciosa!

Depois, satisfeito, olhou à sua volta, e outro pensamento surgiu: Se ao menos pudesse conseguir algo para beber... E, imediatamente, apareceu uma excelente bebida. Bebeu-a relaxadamente na brisa fresca do Paraíso e, sob a sombra daquela árvore, começou a pensarO que está acontecendo comigo? Estou sonhando ou existem fantasmas ao redor, fazendo truques comigo?...  E os fantasmas apareceram. Eram assustadores, horríveis e perversos...

Diante do acontecido, o homem começou a tremer e, um outro pensamento surgiu: Com certeza, eles vão acabar comigo!...

 E assim aconteceu!                 
                                        *                    *                    *                    *
Nossa mente é a árvore-dos-desejos e o que pensamos, cedo ou tarde, realizamosÀs vezes o intervalo é tão grande que esquecemos completamente o que, um dia, desejamos.

Perceba como seus pensamentos, com seus desejos melhores ou piores, estão construindo ou destruindo sua vidaEles criam nosso Inferno ou nosso Paraíso.

Apreciar e desejar o que é verdadeiro, belo e bom é sinal de liberdade interior. Os desejos revelam o grau de liberdade e maturidade de uma pessoa e colocam em movimento a vida.

Moral da história: Somos o que desejamos.

Uma pergunta: O que realmente você deseja?


Compartilhado... Pe. J. Ramón F. de la Cigoña sj 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Desculpas...Perdão...




Aprenda a pedir desculpas... quando não... perdão!

Uma linda amiga, minha mana Teca, disse-me certa vez que perdoar é para os grandes! Senti-me tão pequena, então!

Não riam, falo sério. Agora desculpar é mais fácil. Minha santa vó adotiva, porque não era de minha família, mas eu a amava como se fosse, disse certa vez; Perdoar? Só Deus! Eu desculpo!

A desculpa não evita a mágoa, mas faz um bom curativo no machucado...

Há pessoas que magoam as outras e não conseguem pedir desculpas nunca. Percebem o erro, mas não conseguem exteriorizar o arrependimento. Ficam dóceis, suaves, mas a palavrinha mágica... essa não sai. O magoado vai se afastando, afastando e aquele lindo relacionamento se perde... acaba!

Aprendamos pois a pedir desculpas e a desculpar. É, em prol de uma amizade... e ter amigos verdadeiros, vale a pena. Se o opositor não quiser desculpar... problema dele. Você cumpriu a sua parte no acordo de Paz da humanidade! E depois, desculpar; desculpar-se - sim - porque você pode desculpar a você mesmo por agressões que você faz a si próprio; e ser desculpado, vai revelar que você é uma pessoa humilde. E como humildade não é humilhação, estaremos todos atuando no coração e no inconsciente coletivo. Estaremos de bem coma vida. Quer algo melhor?

Margaret Pelicano

 

A Mágica Opção




A MÁGICA OPÇÃO
(Richard Simonneti)
Apareceu num programa de televisão. Eram entrevistadas pessoas idosas, convidadas a falar sobre a velhice.
Tinha setenta e cinco anos, mas aparentava sessenta, espirituoso, bem disposto, dotado de incrível jovialidade.
– Nunca me senti velho! O corpo já não apresenta a mesma vitalidade; de vez em quando há “grilos” de saúde. É natural. Trata-se de uma máquina. Embora eu cuide bem dela, vai se desgastando… Mas o coração está ótimo, nos dois sentidos: bombeia, incansável, o sangue, sem “ratear”, e se mantém enamorado de encantadora donzela: a Vida! Nunca experimentei o “peso dos anos” ou a angústia de envelhecer. Cada dia é uma nova aventura e eu a aproveito integralmente.
– Qual a fórmula, que elixir milagroso é esse, que lhe garante essa perene juventude emocional, essa esfuziante alegria? – perguntou, admirado, o entrevistador.
– Elementar, meu filho. Toda manhã, quando desperto, digo para mim mesmo: “Você tem duas opções, neste dia: ser feliz ou infeliz.” Como não sou tolo, escolho a primeira. Simples, não?
***
As pessoas felizes vivem neste mesmo mundo de expiação e provas em que todos mourejamos. Sofrem, lutam, enfrentam problemas e dificuldades, dores e atribulações, enfermidades e desgastes…
No entanto, optaram pela felicidade, superando a velha tendência humana de autocomiseração; o masoquismo de autoflagelar-se com uma visão pessimista e desajustada da existência, o cultivo voluptuoso da mágoa…
Felicidade, como ensina a sabedoria popular, não é uma estação na jornada humana. Trata-se de uma maneira de viajar.
Independente do que nos faz a Vida, subordina-se ao que dela fazemos.
Livro “Atravessando a Rua”
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA.

Amor é louco ou cego???



  
"Existe muita loucura no amor, mas também existe muita razão na loucura." - Nietzsche 

MULHER!
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.
Flores
Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade
É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

Cérebro feminino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.

Só tem mulher quem pode!
 Érico Veríssim

domingo, 13 de novembro de 2011

Gente Cheirosa...


                                                       
Tem gente que tem cheiro

de passarinho quando canta,

de sol quando acorda,

de flor quando ri.

Ao lado delas,

a gente se sente no balanço de uma rede

que dança gostoso numa tarde grande,

sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas,

a gente se sente comendo pipoca na praça,

lambuzando o queixo de sorvete,

melando os dedos com algodão doce

da cor mais doce que tem pra escolher.

Tem gente que tem cheiro

de colo de Deus,

de banho de mar

quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.


Tem gente que tem cheiro

das estrelas que Deus acendeu no céu

e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas,

a gente se sente visitando um lugar feito de alegria,

recebendo um buquê de carinhos,

abraçando um filhote de urso panda,

tocando com os olhos os olhos da paz

Ao lado delas,

saboreamos a delícia do toque suave

que sua presença sopra no nosso coração.

 

Tem gente que tem cheiro

de cafuné sem pressa,

do brinquedo que a gente não largava,

do acalanto que o silêncio canta,

de passeio no jardim.

Ao lado delas,

a gente lembra que no instante em que rimos

Deus está conosco, juntinho, ao nosso lado.

E a gente ri grande que nem menino arteiro.

 

Tem gente como você,

que nem percebe como tem a alma perfumada

e que esse perfume é dom de Deus.

 

Carlos Drummond de Andrade

Mulher Madura

A MULHER MADURA.
 O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos. De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. 
A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé. Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda. 
A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo. 
A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs. A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito. A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril. O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa. Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza. Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador. Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo. A mulher madura está pronta para algo definitivo. Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o vôo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo. 
A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes. Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.(AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA).

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A aranha...



   Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.
O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
      - Deus Todo Poderoso, fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!
      Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.
      A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.
      - Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar...
      Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.
      Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte.
      Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
- Vamos, entremos nesta trilha.
- Não, não está vendo que tem até teia de aranha? Nada entrou por aqui.  Continuemos procurando nas próximas trilhas.

      Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.
Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança n'Ele para deixar que Sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.
      Nunca desanime em meio às lutas, siga em frente, pois Deus disse: “diga ao fraco que Eu sou forte”. 
      São nos momentos mais difíceis que encontramos em Deus a nossa força

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Infortúnio é Transitório



Era uma vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discípulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada. Naquela área desolada, sem plantações e sem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:

Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?
O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento”, disse o chefe da família. Ela nos dá leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:
Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.
O discípulo não acreditou.
Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
Vá lá e empurre a vaca no precipício.
Indignado, porém, resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la, pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira. Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos, comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então, do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá havia alguns anos.
Claro que sei. Você está olhando para ela, disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
“Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos. Mas, um dia, ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes."
"Um mestre pode saber além da percepção do que está a nossa frente. Por isso, já sabia o que se desencadearia ao mandar jogar a vaca do penhasco. Já o discípulo, nada pode ver ainda, a não ser o que está diretamente a sua frente. Por isto, somente viu o infortúnio daquelas pessoas. O infortúnio é imediato. O infortúnio é transitório."